Arquivo do mês: setembro 2008

Clichê sem clichê

Ricky Hiraoka

Nenhum fenômeno do mercado editorial americano é ignorado pelos estúdios hollywoodianos. Com Nicholas Sparks não poderia ser diferente. Sparks é, junto com J.K. Rowling, o único autor contemporâneo a ficar mais de um ano na lista de mais vendidos do The New York Times.Em sua curta carreira literária, quatro de suas obras foram transformadas, com grande sucesso, em filmes. O livro mais recente a ganhar as telas é Noites de Tormenta (Nights in Rodanthe), com Richard Gere e Diane Lane no elenco.

As histórias de Sparks são bem simples e abusam de clichês românticos. Entretanto, o autor tem o dom de encadear os fatos de forma que tudo pareça surpreendente e inesperado. Seu grande mérito consiste em transformar situações excessivamente exploradas em enredos originais capazes de prender a atenção dos leitores. Para isso, ele não lança mão de artifícios como cenas de suspense ou perseguições policiais. Sparks constrói meticulosamente suas personagens, expõem seus conflitos e faz com que até os leitores mais relutantes e insensíveis se envolvam nos dramas. É fácil reconhecer traços semelhantes entre os protagonistas dos livros de Sparks. O difícil é ser indiferente àquilo que eles representam: a universalidade dos sentimentos. O autor consegue falar ao coração das pessoas sem ser piegas ou cafona. Ele resgata um romantismo genuíno, atípico nas obras atuais.

Em Noites de Tormenta estão todos os elementos típicos da literatura de Sparks: personagens solitárias que tentam entender o que fizeram de errado e que desejam reconstruir suas vidas, o improvável e irresistível amor e as contas para se acertar com o passado. No filme, a divorciada interpretada por Diane Lane vai para o litoral a fim de assumir, temporariamente, a administração da pousada de uma amiga. Lá, conhece Paul (Richard Gere), único hóspede do estabelecimento, que foi ao longínquo local por motivos obscuros. Aos poucos, eles vão ganhando intimidade e passam a se olharem com outros olhos. O romance explode quando o casal fica preso na pousada durante uma terrível tempestade que assola a região. Assim como nas outras histórias de Sparks, as personagens encontram a felicidade momentaneamente, alcançando a redenção.

Ao contrário de Sparks, o diretor George C. Wolfe não consegue orquestrar os anseios e os problemas das personagens e o efeito do filme não é tão devastador quanto o livro. Além disso, não há química entre os protagonistas e Gere se limita a uma interpretação preguiçosa, reduzindo Paul ao clichê do péssimo pai que é um excelente profissional. O filme até emociona, mas não arrebata. O resultado fica aquém de outras obras de Sparks que foram adaptadas para o cinema, como Diário de Uma Paixão e Uma Carta de Amor.

O artista e sua música

Bruno Benevides

Feito em 1988 o filme Bird transforma em filme a vida do saxofonista americano Charles Christopher Parker Jr, mais conhecido como Charlie Parker ou simplesmente Bird. Garoto negro e viciado em heroína do meio oeste americano, Parker desenvolveu uma maneira própria de tocar o saxofone e se tornou um dos maiores músicos do jazz na primeira metade do século XX.

Para o desafio de levar uma vida tão complexa para a tela nada como um gênio do cinema como o diretor Clint Eastwood, talvez o principal representante do cinema clássico americano na atualidade. Fã de jazz assumido, ele cuida para transformar os intensos 34 anos da vida de Parker em um filme coeso e sensível, que mais do que nos trazer a história de uma vida nos mostra como é um artista.

A difícil tarefa de protagonista coube a Forester Whitaker, que faz com maestria um Parker divido entre o êxtase da música e a depressão das drogas. O resultado é que o mito aqui surge como um homem comum, em eterno conflito e sem saber o caminho trilhar. Apesar de trazer diversas canções de Parker, Bird é um drama sobre a música e seus realizadores e não um musical. Ao final a dedicatória “Este filme é dedicado aos músicos do mundo inteiro” comprova que o mais importante aqui é entender a relação entre o protagonista e a música e como esta moldou o personagem.

No filme predominam os tons escuros e os ambientes fechados, dando a impressão que estamos o tempo todo dentro dos clubes de jazz onde Parker se apresentava. Dessa forma o protagonista está sempre presente e em evidência como se todo lugar servisse como palco não apenas para a sua música, mas também para a vida.

Acordes do Coração

Hugo Nogueira

“Humoresque” é o termo que define uma peça musical caracterizada pela leveza e pelo humor. Trata-se de um título extremamente conveniente para uma requintada produção cinematográfica romântica, plena em diálogos cortantes e soluções dramáticas grandiloqüentes, apesar de nem sempre convincentes, protagonizada por Joan Crawford, uma das maiores estrelas de todos os tempos.

O enredo de Acordes do Coração (Humoresque – 1946) aporta as marcas essenciais do melodrama clássico na Golden Age de Hollywood. O jovem e ambicioso violinista Paul Boray (John Garfield) torna-se o protégé de Helen Wright (Joan Crawford), uma rica diletante enredada num tedioso casamento sem amor e cujo marido, Victor Wright (Paul Cavanaugh) mostra-se notavelmente compreensivo tanto frente às infidelidades ocasionais da sua esposa quanto com o ostensivo pendor alcoólico desta. O relacionamento de Paul e Helen, obviamente, evolui rapidamente para algo menos melódico e mais passional com conseqüências trágicas. O egocentrismo possessivo de Helen é duramente golpeado na medida em que Paul, reafirmando sistematicamente uma renitente e inabalável fidelidade à sua arte musical, recusa-se a ser dominado pelos caprichos de sua amante. Quando Helen compreende a natureza destrutiva do amor que a une a Paul, decide pôr fim ao romance de um modo extremo. Na sua derradeira cena, Joan Crawford volta a ser ela mesma e, diante da vastidão do Oceano Pacífico, sob os crescentes acordes do Liebestod de Tristão e Isolda de Wagner, a estrela enfrenta o dilema de sua personagem num emblemático momento do melodrama romântico norte-americano o qual, a despeito dos exageros dramáticos, vale o filme inteiro.

Se, de um lado, o filme se caracteriza por uma atmosfera extravagantemente luxuosa a qual, eventualmente, tende ao kitsch, por outro lado, a história é sempre envolvente e se mantém à altura das expectativas. Embora John Garfield demonstre sua habitual competência no retrato do músico-prodígio, Acordes do Coração é um filme inteiramente construído ao redor de sua protagonista, a mega-estrela de Hollywood, Joan Crawford. Nos filmes de Crawford, o hibridismo entre as personalidades da atriz e da personagem (fenômeno basilar na consubstanciação do estrelato hollywodiano) foi sempre metodicamente levado ao paroxismo – e Joan Crawford, uma estrela personalíssima, jamais decepcionava a audiência que a acompanhou fielmente diante das telas em quase 45 anos de um ininterrupto estrelato. A atriz, sempre subestimada pela crítica especializada e duramente atacada pela rigidez formal de suas interpretações, demonstrava, não obstante, uma invulgar habilidade na composição das inseguranças e vulnerabilidades emocionais da mulher de meia-idade e os roteiros de seus filmes na década de 40 ofereciam-lhe oportunidades incomparáveis de sofrer todo calvário da paixão madura num langoroso esplendor. Invariavelmente os filmes construídos ao redor da persona cinematográfica de Joan Crawford apresentavam a atriz glamurosamente despedaçada pelo ardor romântico: o roteiro correto de Acordes do Coração (parcialmente escrito pelo notável dramaturgo Clifford Odets) não foge à regra. Helen é uma mulher essencialmente frágil e insegura, incapaz de lidar com as complexidades do amor, experimentando todos sabores e dissabores de uma turbulenta paixão. O tom gélido com a qual Crawford provê a ninfomania de sua personagem, a segurança da elocução dramática da atriz e a intensidade de seu rosto extremamente expressivo atravessam o tempo e justificam esta sofisticada obra que, em mãos menos competentes, estaria infalivelmente destinada ao esquecimento.

Acordes do Coração (Humoresque)

1946 – Estados Unidos – 125 minutos – P/B – drama

Direção: Jean Negulesco

Elenco: Joan Crawford, John Garfield, Oscar Levant, J. Carrol Naish

(Des)construção acertada

Tulio Bucchioni

Há filmes que são tipicamente europeus: acima de tudo, se resumem a um brilhante e enigmático roteiro. Esse é o caso de Baby Love, um furacão de emoções que coloca em cena uma questão delicada: a paternidade para casais homossexuais. Abordadas de maneira leve, o longa passa por uma série de questões raramente vistas nas grandes produções ocidentais, desde o relacionamento homossexual estável, a relação conjugal e familiar, até as limitações e anacronias sociais e institucionais para lidar com o tema.

Emmanuel, um pediatra interpretado por Lambert Wilson, em fantástica performance, quer ser pai. Philippe (Pascal Elbé), seu companheiro, um advogado contido e até certo ponto imaturo, não quer nem pensar em crianças. “Como uma criança pode ter dois papais?”, Philippe pergunta a Emmanuel. É então que um casal quase perfeito entra em crise. No meio tempo, cai de pará-quedas na vida do casal uma jovem argentina que precisa desesperadamente continuar em Paris, mas cujo visto de permanência está vencido. Emmanuel decide então correr atrás de seu sonho, mesmo que isso signifique separar-se de seu grande amor, Philippe.

Baby Love trabalha, sobretudo, com uma desconstrução cultural. A começar pela construção de duas personagens homossexuais extremamente bem-resolvidas e confortáveis em seus sentimentos, estilo de vida e opção sexual – fato raro de se ver nas telas de cinema. No decorrer do longa, se tornam simplesmente inaceitáveis os percalços que Emmanuel tem que enfrentar para que seu sonho possa se tornar realidade. Delicadamente, o diretor Vincent Garenq consegue desenvolver uma trama emocionante, profunda e absolutamente pertinente. Em seu enredo, Baby Love é capaz de tecer uma história dramática sem perder a comicidade e principalmente sem cair nos exageros tão recorrentes em outras abordagens do tema. Um filme importante, que leva à reflexão não por ser militante ou por chocar a platéia, mas sim por construir personagens e situações que de tão naturais parecem encantar e questionar o espectador: para que tanta polêmica em torno de tão pouco?

Rock’n’Roll Primary School

Felipe Maia

School of Rock é um filme que mexe com meus ânimos. Confesso: Rock é a música que fala mais alto com meu coração e com meus ouvidos. Não há nada melhor que uma guitarra entre overdrives e virtuoses, o grave melódico de um baixo, uma bateria carregada e um vocal de personalidade. Muitos tentam fazer algo próximo disso. Poucos conseguem. Esses, os clássicos, são os verdadeiros mestres da Escola do Rock. São professores como Eric Clapton, John Bonham, Joey Ramone e Stevie Nicks, que inspiram o Sr. Schneebly (Jack Black) e fazem os atores-mirins gritarem: School’s Out!

Sendo impossível falar do filme sem falar de música, não vou lutar contra o gradiente. Afinal, foi ela que incitou a idéia de uma banda de rock formada por alunos bem-comportados e um professor nem tanto. Você há de concordar que andar pelado pelo corredor e escutar “uns róque” no último volume não são coisas muito comportadas. Pois era isso que o vizinho Jack Black fazia, segundo o roteirista Mike White. Dessa visão do inferno surgiu a idéia do filme, com a qual Black logo se empolgou, sabendo que poderia tocar suas músicas preferidas na telona. Não obstante, Jack Black também tem sua banda, a Tenacious D.

Comparado às crianças do filme, o Jack Black músico é um ótimo ator. Ele mesmo (quase) diz isso. Toda a molecada que forma a banda realmente toca seus instrumentos ou canta. A maioria tem ou teve projetos musicas, como as bandas de Joey Gaydos (o guitarrista Zack Mooneyham) e Kevin Clark ( o baterista Freddy Jones). Para completar o crew do som temos o diretor musical Randall Poster, que tem uma lista enorme de trabalhos, incluindo a série Lost e o filme Kids.

Então, quando você pensa que não dá pra falar mais de música, você descobre que está certo. Não fosse o fato de a banda Mooney Suzuki participar das filmagens; à exceção de mais de mil pessoas terem pedido ao Led Zepellin para liberar o uso da canção Immigrant Song na trilha sonora; e excluindo que o ator Lucas Babin (um dos guitarristas da No Vacancy) lançou um cd (?) na sua estada no Brasil (??), quando gravou a novela América (!!!). Felizmente o assunto música para Jack Black e turma não parece estar saturado. Não é à toa que vem a continuação do filme. Que continue, também, a herança das lendas do Rock’n’Roll. Longa vida ao bom, velho ou novo, mas verdadeiro Rock! — dentro e fora do cinema.

Do cinema italiano para o mundo

Morricone ultrapassa fronteiras de tempo e espaço e se mostra um dos maiores compositores de todos os tempos

Victor Caputo

Poucos são os que se destacam e gozam de prestígio no mundo da trilha sonora. Um destes senhores é Ennio Morricone. Foi lá pelo final dos anos 50 que suas trilhas começaram a aparecer em alguns filmes italianos.

Já em 1964 Sergio Leone lança Por Um Punhado de Dólares, a trilha sonora, composta por Morricone, foi apenas a primeira entre muitas da parceria entre os dois italianos. Foram com os Spaghetti Westerns de Leone, que Morricone alcança o reconhecimento internacional.

Toda vez que vemos a típica cena de um duelo em faroeste, rua deserta, dois homens se analisando e eventualmente um pouco de feno sendo levado pelo vento, a música que aparece para acompanhar a cena é sempre a mesma, ela foi escrita por Morricone para o filme Três Homens em Conflito, um dos maiores clássicos do faroeste, também filmado pro Leone. Outros títulos são Era Uma Vez no Oeste, Por Mais Alguns Dólares e Era Uma Vez na América, sendo o último o único não-faroeste deles.

Não é só de westerns que uma carreira é feita. Outros clássicos possuem trilha sonora de Morricone, como o caso de A Missão, filme no qual DeNiro é um ex-mercador de escravos que, arrependido de sua vida, se junta á um grupo de jesuítas nas florestas brasileiras. Outra de suas maiores obras é a trilha de Os Intocáveis, o grande clássico de Brian DePalma, que conta com DeNiro fazendo papel de Al Capone. A lista de obras que contam com suas trilhas é enorme, a maioria sendo títulos italianos.

No ano de 2007, Morricone recebeu um Oscar honorário pela sua magnífica contribuição para o mundo do cinema. O discurso de agradecimento, em italiano, foi traduzido por Clint Eastwood, o protagonista de muitos dos westerns de Sergio Leone.

Maestro… O filme, por favor!

Felipe Marques

Quando se fala sobre David Bowie, o título de “Camaleão do Rock” é mais do que merecido (Ziggy Stardust, sua persona intergaláctica, que o diga). Mas não custa lembrar que as habilidades camaleônicas de Bowie vão muito além do reino musical. Seu Rei-Duende, vilão do cultuado filme “Labirinto”, dirigido Jim “Muppets” Henson, habita o imaginário de milhares de pessoas mundo afora. Seu Pôncio Pilatos recebeu a benção de Martin Scorcese para condenar (e quase flertar com) o Jesus Cristo vivido por Willem Dafoe em “A Última Tentação de Cristo”. Com papéis tão significativos quanto esses, David Bowie é um exemplo bem-sucedido de um fenômeno característico do show business: a transformação de cantores em atores e vice-versa.

“Quando se escuta a sua voz, só sua voz, já se pode escutar uma história; por isso, gosto dela; por isso, quis fazer um filme com ela.” Essa é a justificativa de Wong Kar-Wai para a contratação da cantora de jazz Norah Jones para o papel de protagonista em “Um Beijo Roubado”, primeiro filme em língua inglesa de um dos maiores cineastas da Hong-Kong atual. Outro exemplo de um diretor cultuado que decidiu encara o desafio de trabalhar com uma personalidade musical foi Lars Von Trier, no seu ame-ou-odeie “Dançando no Escuro”. Protagonizado pela cantora islandesa Bjork, “Dançando no Escuro” conta com uma sólida performance da atriz principal e com uma rica história de bastidores. Diferentemente de Kar-Wai e Norah Jones, o relacionamento entre Von Trier e Bjork foi, segundo as más línguas da época, marcado de desavenças. A cantora teria chegado a afirmar que depois da experiência jamais trabalharia em outro longa-metragem novamente.

Ainda que Bjork não tenha se sentido muito a vontade com o jogo de poder do mundo cinematográfico, existe uma série de estrelas da música que parecem ter um dom natural para lidar com ele. Will Smith, por exemplo, migrou de uma razoavelmente bem-sucedida carreira no hip hop para um lugar no panteão das divindades hollywoodianas. Smith também foi capaz de combinar perfeitamente as duas funções: além de atuar como o agente J em “MIB: Homens de Preto”, sua contribuição para a trilha sonora do longa, “Gettin’ Jiggy Wit It”, ocupou o primeiro lugar das paradas musicais de 1998. Smith também já foi duas vezes indicado ao Oscar de melhor ator por “Ali” e “Em Busca da Esperança”. Nada, porém, comparado a Cher e Frank Sinatra, dois egressos do meio musical que não só foram indicados como levaram a estatueta para casa. Cher ganhou o de melhor atriz por “Feitiço da Lua” e Sinatra o de melhor ator coadjuvante por “A Um Passo da Eternidade”. Recentemente, a novata Jennifer Hudson, saída do reality show musical “American Idol”, também ganhou o Oscar de melhor atriz coadjuvante por seu papel em “Dreamgirls”.

Ainda que não tenham ganhado Oscar nenhum e que sua passagem pelo cinema tenha sido um tanto controversa, é inegável que Elvis Presley e Maddona deixaram suas marcas tanto na música quanto na tela grande. Presley em “Coração Selavagem” e Maddona em “Evita” são exemplos de atuações memoráveis dos dois artistas. Elvis merece menção honrosa por ter feito um total de 33 filmes, sendo que a maioria era mera tentativa de comercializar cinematograficamente o sucesso e o carisma do Rei.

Falando em Rei, é impossível não citar as três aventuras juvenis do nosso Rei, Roberto Carlos, no cinema. “Em Ritmo de Aventura”, “A 300 Quilômetros por Hora” e “O Diamante Cor-de-Rosa” têm clima de superprodução, com direito a efeitos especiais e, até mesmo, cenas gravadas na NASA. “Em Ritmo de Aventura”, o Rei até dispensou dublês nas cenas em que um carro é içado por um guindaste ou em que um helicóptero atravessa um túnel. Roberto Carlos, contudo, parece ser uma exceção no cenário nacional, em que os músicos que se aventuram no cinema desafinam feio. Alguns exemplos de doer os ouvidos (e o bom senso do espectador) são: “Acquaria”, de Sandy & Júnior; “Vamos Dançar Disco Baby” e “Aluga-se(sic) Moças”, da cantora brega Gretchen e “Uma Escola Atrapalhada”, que conta com Polegar, Angélica e Supla.

Voltando para águas internacionais, outros exemplos de cantores/atores e vice e versa são: Jack Black, protagonista do genial “Por favor, Rebobine” (em cartaz), com sua banda Tenacious D (sobre a qual já fez até um “documentário”); a estrela latina Jennifer Lopez; a bela Scarlett Johanson, estrela de filmes como “A Ilha” e “Match Point”, que recentemente lançou um CD em que canta Tom Waits (músico também com carreira no cinema); Jared Leto, de “Réquiem Para um Sonho”, vocalista da banda emo “30 Seconds To Mars” e boa parte do elenco do sucesso musical da Disney “High School Musical”, que, apesar da qualidade questionável, lançou cantores teens campeões de venda. Ao que parece, a tendência de migração música-cinema, cinema-música tem mantido forte até os dias de hoje, sem dar sinal de esgotamento. Talvez, lugar de músico não seja exatamente no palco