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Top 10 Mortes em Filmes de Terror

21/Janeiro/2009 · 1 Comentário

Felipe Maia

Bons filmes de terror têm de ter morte. Os ruins também têm. A morte, encenada a fio no cinema, ganha toques de requinte e imaginação nas mãos dos diretores de horripilantes películas como Evil Dead, Night of the Living Dead ou Braindead. Após esses títulos, alguém discorda que a morte é mais do que essencial pro terror? Confira abaixo, se tiver estômago forte, as dez maiores mortes em filmes de terror.

10º: A Nightmare on Elm’s Street – Afundando na cama
A estréia da franquia de Freddy Kruguer contava com uma fórmula até então reciclada diversas vezes — e re-reciclada nos outros filmes. Uma pacata cidade estadunidense, famílias felizes, estereótipos de adolescentes e fatos estranhos que começam a acontecer. Não há nada mais estranho, aliás, do que afundar num sem fim pela cama. Assim morre o personagem de Johnny Depp, Glenn, à época com cara de molecote do time de futebol americano. Glenn não resiste ao sono e cai nas garras de Freddy e num gêiser de sangue.

9º: The Blob – Ou seria o silicone?
Grande nome do trash, o remake “A Bolha Assassina” é uma história nonsense digna de ser o mais assustador do Cinema em Casa. A meleca sedenta por morte é versátil nos assassinatos, e, no caso, espera pra dar o bote no meninão também sedento. Ela poderia se disfarçar de prótese que dava na mesma.
http://www.youtube.com/watch?v=yydVLCUtsNM

8º: Evil Dead 2: Dead by Dawn – Ex-namorada boa, é ex-namorada…
Morta. A máxima vale para o maior astro do horror: Ash Williams. O maneta da moto-serra e do pau-de-fogo (é como ele define sua 12mm) protagoniza a série Evil Dead, dirigida por Sam Raimi. Na segunda fita da trilogia, Ash logo perde sua namorada pro incansável Necronomicon (“O livro dos mortos”). Transformada em monstro, Ash não vê solução senão degola-la com uma pá. Na verdade, ele assim o fez porque não tinha a moto-serra em mão. Arma empunhada, ex-namorada morta de novo. Com estilo.

7º: Sleepy Hollow – Magistrado às voltas
Depp encabeça outro posto na lista, mas dessa vez não é, propriamente, com sua cabeça. Em “A Lenda do Cavaleiro sem Cabeça”, o queridinho de Tim Burton é o incrédulo Ichabod Crane. Descrente, a bem da verdade, até esta cena. O magistrado Philipse (Richard Griffiths) é vítima do Cavaleiro sem Cabeça que, com destreza na espada, desfere um corte desafiador às leis da física: como essa cabeça girou tão perfeitamente?
http://www.youtube.com/watch?v=saO20zdDEwk

6º: Friday the 13th 8: Jason Takes Manhattan – Criatividade à flor da pele
Jason Voorhees nunca foi muito criativo em seus assassinatos. Desde o primeiro filme da série Sexta-feira 13, poucas são as vezes que ele consegue sair do feijão-com-arroz, isto é, a facada mortal. No oitavo filme, entretanto, o maior serial killer do cinema parece ter um espamo de imaginação, talvez causado pela cidade de Nova York. O resultado são 20 mortes, das 160 cometidas durante os 11 filmes. A mais interessante, a 15ª do vídeo, é um show de atletismo pelo senhor Voorhees: máscara do hockey, soco do boxe e cesta do basquete.
http://www.youtube.com/watch?v=IYaZ6rOeFCg

5º: Wolf Creek – Head on a Stick
Leva nome de receita, mas é na verdade a técnica mortal realizada pelo fazendeiro australiano Mick Taylor (John Jarrat) em Wolf Creek. Usando uma temática também freqüente — a viagem interrompida por um doente matador —, o filme ainda arrancou elogios de crítica e público. A película arrisca alguns planos incomuns no gênero, como a vastidão australiana e a fotografia inerente às locações. Sem mais delongas, o domínio da lâmina aqui daria inveja ao Cavaleiro Sem Cabeça — sem cabeça, mas com coluna.

4º: A Mosca II – Cara derretida
A mutação é mais uma fórmula que sempre dá certo em filmes de terror ou terror trash. Ocorrida por motivos contemporâneos ao contexto histórico, isto é, devido à radiação na época da Guerra Fria, engenharia genética no fim do século e, quem sabe atualmente, pelo aquecimento global, a mutação já transformou seres humanos em monstros, zumbis, cobras, aranhas e moscas gigantes. E, se o homem-aranha é uma mutação bem sucedida, o homem-mosca passa longe disso, embora tenha seus poderes. O jato de ácido é o responsável pela morte nada comum de um segurança em The Fly II.
http://www.youtube.com/watch?v=QGF9cZZaK-o

3º: Night of the Living Dead (1968) – Menina mal-criada
Nada mais justo do que o pódio ao mestre dos zumbis no cinema: George Romero. Em seu primeiro filme, clássico do gênero, Romero já enumera o que viria a fazer parte da cartilha do horror cinematográfico: tensão ininterrupta, roteiro misterioso e, claro, mortes memoráveis. Na sua extensa lista de filmes, todos da mesma temática, o assassínio dos pais pela zumbi-mirim Karen é uma cena que merece destaque.
http://www.youtube.com/watch?v=8RIrLmsGapM

2º: Braindead – O combo
Senhor dos Anéis? Esqueça. Da próxima vez que ouvir o nome de Peter Jackson lembre-se de rato-macaco da Sumatra, mamãe zumbi gigante, festinha de mortos-vivos e um padre que luta artes marciais. Esses são os ingredientes da obra-prima do diretor: Fome Animal, o maior clássico terror trash de que se tem notícia. A seqüência de mortes abaixo ganha o honroso segundo lugar da lista.
http://www.youtube.com/watch?v=nrYrkiyo3BM

1º: Cannibal Holocaust – Não assisti
Mas não é preciso assisti-lo inteiro para saber que é o máximo do terror gore, do sanguinário e do brutal no cinema. As cenas do filme — pai de Bruxa de Blair e REC — estão, definitivamente, entre as mais impactantes já gravadas. A vontade de fechar os olhos é tamanha que a fita foi banida em dezenas de países, e o diretor, Ruggero Deodato, foi obrigado a prestar explicações à polícia italiana sobre a suposta morte dos atores. Impalamento e esquartejamento dão uma idéia de quão fortes são as imagens, mostradas abaixo num trecho de um documentário.

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Top 10: Os road movies mais excêntricos que o cinema já viu

3/Agosto/2008 · 4 Comentários

Férias lembram viagem. Que lembra estrada. Que lembra paisagens diferentes, horas a fio dentro de um carro ou ônibus, pessoas estranhas com sotaques engraçados, músicas esquisitas, chuva, tempo seco. Aventuras e barcos furados. Road Movies. Daí listar para você os mais excêntricos “filmes de estrada” que o cinema já viu, porque mesmo quem não vai viajar nessas férias merece pegar estrada – nem que seja na frente da televisão. E uma boa dose de excentricidade não faz mal a ninguém.

1- Sem Destino (Easy Rider, 1969) – A aventura dos dois motoqueiros hippies pelo interior dos Estados Unidos é um retrato bem-feito de uma época complexa. O grande mérito do filme talvez seja sintetizar de uma forma simples e resoluta os medos e as esperanças da juventude dos anos 60. Filmado em parte no improviso e com um orçamento apertadíssimo, o filme é uma prova de que para se fazer cinema de qualidade não se precisa de muito mais do que vontade.

2- Thelma & Louise (1991) – Embaladas pelo clima de liberdade experimentado durante o percurso na estrada, duas amigas vão mais longe do que pensavam: se envolvem em situações perigosas, incluindo assassinato, roubo e noites de amor com desconhecidos. O filme põe em cheque não só o papel limitado da dona-de-casa comum norte-americana, mas também do verdadeiro significado e preço do sentimento de liberdade em nossas vidas.

3- Diários de Motocicleta (2004) – O longa narra a viagem pela América do Sul do jovem Ernesto “Che” Guevara antes de se tornar o ícone da Revolução Cubana e símbolo do espírito revolucionário que marcou uma época. Com um Che menos idealizado, mais humano, confuso e sensível, o filme traz antes de qualquer coisa uma história real bonita e admirável.

4- Sideways – Entre umas e outras (2004) – O que poderia ser mais engraçado do que rir dos momentos mais delicados e hilariantes da vida? Pois é, são estes momentos ao longo de uma viagem pelas vinícolas da Califórnia que Sideways pretende captar. E o faz com sucesso.

cinema, aspirinas e urubus

5- Cinema, aspirinas e urubus (2005) – Um filme de contrastes. Árido. Adentrando o sertão nordestino, um alemão que foge da segunda guerra mundial e um sertanejo falador passam a vender as recém-lançadas aspirinas, que adquirem status de milagrosas em meio à população local. Para vender seu peixe, usam de uma estratégia irresistível: exibir filmes para essas pessoas que nunca se deram ao luxo de assistir projeções antes. Simples e bonito.

6- E Sua Mãe Também (2001) – A história de dois mocinhos que não tem nada para fazer em suas férias de verão rende bons frutos: com Gael García Bernal e Diego Luna, o longa vai muito além do que poderia ser esperado. Ao conhecer uma bela européia, os rapazes decidem ir à praia e durante o percurso passam por situações complicadas, têm contato com a miséria e a intolerância política existentes no México e, de quebra, sofrem transformações que alteram suas vidas para sempre.

7- Um Beijo Roubado (2008) – Na estréia de Norah Jones no cinema, este é mais um belíssimo filme de Wong Kar Wai. Primeiro filme do diretor chinês falado em inglês, o longa é senão uma série de acertos: fotografia eficiente, atuações emocionadas, trilha sonora precisa e um roteiro criativo e esperto. Imperdível!

8- Na Natureza Selvagem (2008} – Uma jornada em busca do autoconhecimento. Mais do que sugestivo, o tema central do filme baseado no livro de mesmo nome escrito por Jon Krakauer não se limita aos clichês. Muito pelo contrário: a emoção domina o filme muito bem dirigido por Sean Penn e estrelado pelo excelente Emile Hirsh. Em sua jornada até o Alasca, o jovem Chris McCandless enfrenta situações peculiarmente diversas que reforçam sua busca por respostas.

9- Transamérica (2005) – Mais uma vez duas pessoas em busca de aceitação. Uma transexual às vésperas de fazer sua última cirurgia para remover seu órgão sexual masculino e de fato tornar-se mulher e um jovem de vinte e poucos anos cujo sonho é tornar-se ator. Tudo poderia soar comum e sem grandes pretensões, caso o jovem não fosse o filho fruto da única relação sexual com uma mulher que a transexual Bree teve, durante a época da faculdade. Uma história forte e densa, desenvolvida de maneira sensível e divertida.

10- Priscilla, a rainha do deserto (1994) – Três drag queens viajam pelo deserto australiano para apresentar seu divertido e colorido show dentro de um ônibus velho entitulado “Priscila”. Um filme alegre, engraçado e com uma trilha sonora fantástica: Abba, Village People e Gloria Gaynor estão entre os destaques dos anos 80. O filme venceu o Oscar de melhor figurino da Academia. Ainda dá tempo de conferir em uma “Sessão da Tarde” um dia desses!

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Top 10: Os casais sem química do cinema

10/Julho/2008 · 4 Comentários

Alguma vez, logo após assistir aquele filme romântico, você ficou com a sensação de tinha alguma coisa errada. Talvez fosse a história ou a trilha sonora. Mas, quem sabe, o que tinha de errado no filme era justamente os dois pombinhos? Pois é, isso pode acontecer. Às vezes, por um equívoco na escalação, um filme que tinha tudo para ser um sucesso não é. Confira abaixo os dez casais mais sem química do cinema.

  1. titanicKate Winslet e Leonardo DiCaprio em Titanic: eles foram os responsáveis por levar milhões de pessoas às lágrimas no mundo inteiro. Quem ficou indiferente ao amor de Jack e Rose? Porém, temos que concordar: Kate Winslet e Leonardo Di Caprio não combinam. Falta algo que não dá pra explicar. Em certos momentos do filme, era díficil saber qual dos dois interpretava a mocinha já que Kate, por muitas vezes, era forte e decidida e DiCaprio aparecia fragilizado demais.
  2. Brad Pitt e Julia Roberts em A Mexicana: separados, eles são incríveis. Mas juntos… Brad Pitt e Julia Roberts que tinham tudo para fazer um excelente casal, simplesmente não estouraram nas telonas. A parceria ficou estranha e sem sal. Talvez a culpa seja do péssimo roteiro que escolheram para estrelar!
  3. Nicole Kidman e Jude Law em Cold Mountain: que eles são lindos, ninguém pode negar. E que eles formando um casal durante a Guerra de Secessão não convencem, ninguém nega também. Nicole Kidman e Jude Law pareciam que eram feitos um para o outro, mas o filme de Minghella provou que não era bem assim. Poucos foram os que se envolveram com a história de amor desse casal.
  4. Gwyneth Paltrow e Joseph Fiennes em Shakespeare Apaixonado: ela até ganhou um Oscar por esse papel, mas que sua atuação estava sofrível, isso estava. Junte a péssima performance de Gwyneth com sua falta de química com o feioso Joseph Fiennes e tem-se uma das mais chatas comédias românticas de todos os tempos.
  5. Kathleen Turner e Nicolas Cage em Peggy Sue – Seu Passado a Espera: nessa pouca conhecida produção de Francis Ford Coppola, Kathleen Turner volta ao passado e tem a oportunidade de rever sua vida. Se Coppola pudesse voltar ao tempo, ele deveria escalar outro parceiro para loira que não fosse seu sobrinho.cold_mountain
  6. Julia Roberts e Hugh Grant em Um Lugar Chamado Notting Hill: ela interpreta, mais uma vez, uma mulher que, sem querer, encontra o amor. Ele, outra vez, faz o inglês simpático e atrapalhado. Juntos, formam um par morno, que não fede, nem cheira.
  7. Ben Affleck e Kate Backinsale em Pearl Habor: o filme queria repetir o sucesso de Titanic, mas a única coisa que o Pearl Harbor tem em comum com o filme de James Cameron é um par romântico sem graça.
  8. Jake Gyllenhaal e Heath Ledger em O Segredo de Brokeback Mountain: os cowboys gays alavancaram a carreira desses jovens atores. Pena que eles não tiveram nenhuma química!
  9. Sandra Bullock e Chris O’Donell em No Amor e Na Guerra: o filme conta a história real de um soldado que se apaixona por um enfermeira durante a Primeira Guerra Mundial, porém o inexpressivo Chris O’Donell e a nada dramática Sandra Bullock não conseguem causar empatia no público, pois, simplesmente, não combinam.
  10. Natalie Portman e Hayden Christensen em Star Wars: não há ficção científica que faça esse casal parecer apaixonado. Química zero!

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