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Público de cinema cresce apenas 0,8% em 2008

13/Janeiro/2009 · Deixe um comentário

O público de cinema no Brasil em 2008 cresceu apenas 0,8% em relação a 2007. É o que mostra o resultado final de bilheteria monitorado pelo Sindicato dasEmpresas Distribuidoras Cinematográficas do Município do Rio de Janeiro – única entidade a medir os números de venda de ingressos há mais de 15 anos consecutivos.

O excelente desempenho do mês de dezembro – que teve resultado 47% maior que no ano anterior, puxado pelos lançamentos de “Madagascar 2″ e “Crepúsculo” – não foi suficiente para elevar de forma significativa o público de 2008 acima do patamar de 2007.  O público de 2008 totalizou 89,4 milhões de pessoas contra os 88,7 milhões de 2007. Em termos de renda, o resultado foi pouca coisa melhor: 2,6% acima que o ano anterior. Em 2008, as bilheterias tiveram uma renda bruta de R$ 726,7 milhões, contra R$ 708 milhões em 2007. Resultado obtido graças à pequena variação do preço médio de ingresso (1,8%) e ao aumento de público (0,8%). O preço médio do ingresso em 2008 foi de R$8,12, um reajuste bem abaixo da inflação.

O market share dos filmes brasileiros não teve variação significativa,
ficando em torno dos 10%, contra 11,5% em 2007. Os cerca de 300 mil
espectadores que compareceram aos cinemas  em dezembro para assistir a “Se Eu Fosse Você 2″ não foram suficientes para mudar o equilíbrio da balança.

- A excelente resposta do público a “Se Eu Fosse Você 2″ mostra como estamos carentes de bons produtos. Quando eles aparecem, o público responde positivamente – diz Jorge Peregrino, presidente do Sindicato. – Com esse bom resultado de dezembro e ótima abertura do filme em janeiro, é hora de mostrar os bons filmes que temos para 2009 e atrair o público.

Pelo menos 40 filmes nacionais já estão agendados e contam com distribuiçãogarantida. Entre os estrangeiros, na linha seqüências, estão as estréias de”Harry Potter”, “X-Man”, “Era do Gelo”, “Velozes e Furiosos”, “Uma Noite noMuseu” e “Transformers”. Há também estréias de peso como “2012″, “The Spirit– O Filme” e “Avatar”.

2008 em números

·   Total de público 2008: 89,4 milhões de pessoas

·   Total de público 2007: 88,7 milhões de pessoas

·   Variação do total de público em 2008 em relação a 2007: 0,8%

·   Renda bruta em 2008: R$ 726,7 milhões

·   Renda bruta em 2007: R$ 708 milhões

·   Variação do total da renda das bilheterias em 2008 em relação a 2007:
2,6%

·   Preço médio do ingresso em 2008: R$ 8,12

·   Preço médio do ingresso em 2007: R$ 7,98

·   Variação do preço do ingresso médio em 2008 em relação a 2007: 1,8% (bem
abaixo dos índices de inflação)

·   Market share do cinema nacional em 2008: 10%

·   Market share do cinema nacional em 2007: 11,5%

Este resultado não considera o total – apenas parcial – dos cerca de 1,9
milhão de espectadores do programa “Vale Cultura”, do Governo do Estado de São Paulo, uma vez que os exibidores não repassaram os dados. O Sindicato irá se articular com a Secretária de Cultura do Estado de São Paulo para obter os dados de público do filme nacional deste programa.

Fonte:  Sindicato das Empresas Distribuidoras Cinematográficas do
Município do Rio de Janeiro

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Luz, Câmera e Números

6/Janeiro/2009 · Deixe um comentário

Márcia Scapaticio

Agir é preciso quando o assunto é possibilitar maior acesso às atividades culturais. Em estudo realizado pelo IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) e publicado em dezembro, os dados apresentados causam espanto: 91,3% dos municípios brasileiros não tinham nenhuma sala de cinema em 2006. No mesmo ano, o percentual de municípios com 2 a 5 salas de cinema era de 1,96% e a com 6 ou mais salas era de 0,49%.

Hábito

Numa situação mais específica, relacionou-se a freqüência de práticas culturais ao nível de alfabetização e posição socioeconômica. No caso da audiovisual, constatou-se que o percentual de “quem nunca vai ao cinema” é de 68%, considerando o total dos grupos sociais analisados; já o número de iletrados que nunca vão ao cinema chega a 93%. Comparando-se as classes denominadas A/B com as C/D, nunca vão ao cinema 31% do primeiro grupo, enquanto os do segundo atinge a taxa de 83%.

Os pesquisadores do IPEA constataram que a freqüência ao cinema é um pouco maior à medida que aumenta o nível de letramento, a classe e a renda. Ao tomar como ponto de partida a “retomada da produção audiovisual brasileira”, na década de 90, período no qual houve o surgimento de novos cineastas e de filmes com boa arrecadação de bilheteria e grande média de público; o “Programa Brasil Som e Imagem”, objetiva o desenvolvimento mais equilibrado da economia, associado ao audiovisual, bem como a valorização da diversidade da produção. Os dados consideram, a princípio, o fato de o número de cinemas e sua abrangência no território nacional ser muito pequena, pois apenas 8% dos municípios possuem salas de cinema no Brasil.

A pesquisa também analisou as cidades brasileiras, dividindo-as por tamanho e constatou que as cidades pequenas com cinema equivalem a 5%; nas cidades médias esse número sobe para 66% e nas cidades grandes alcança a marca de 94%. Concluiu-se que os cinemas, como tipo específico de equipamento de exibição não dá conta das necessidades sociais e simbólicas de quase todo o universo da população de menor renda.

Concorrência

É relevante observar que o estudo não menciona o suposto “declínio do cinema” e que nem a concorrência da televisão (aberta ou fechada) ou das videolocadoras contribuíram para possível crise, uma vez que, no Brasil, são vendidos 11 milhões de ingressos/ano, apesar de 90% serem para filmes estrangeiros – um bom assunto para reflexão e posterior discussão .

Outro desdobramento dessa pesquisa é a questão da distribuição, quando se verifica que 90% dos ingressos são para filmes Norte-Americanos; que 50% dos ingressos vendidos fica entre as produções de Hollywood e que 80% do mercado cinematográfico é controlado por poucas – e grandes – distribuidoras.

Por isso, é fundamental a valorização do audiovisual brasileiro e sua consolidação como indústria, a fim de reorganizar e consolidar uma distribuição nacional de qualidade. Algumas ações diferenciadas ocorrem, as chamadas “estratégias de distribuição”, como o cineclubismo, o aumento do número de salas privadas (ampliação do parque exibidor com financiamento público orçamentário, por meio de linhas de créditos estatais ou por meio de renúncia fiscal) e, também, o aumento de número de cópias por filme. Mostram-se alternativas são: criação de cotas para exibição e o uso das tvs para a exibição, tendo em vista a regulamentação do mercado nacional.

Quando falamos em resultados, os melhores e mais objetivos são os relacionados a parcerias, como, por exemplo, o Programa de Apoio à Exportação do Audiovisual de Tv e os projetos “DOCTV” e “Revelando Brasis”, (em parcerias com agentes não governamentais), além da importância da atuação institucional do fomento à produção.

Todos esses dados ilustram, de forma objetiva, os caminhos da produção cinematográfica brasileira, seus mecanismos e desdobramentos enquanto atividade cultural e arte transformadora que deve estar ao alcance dos brasileiros, independente do nível de letramento ou classe social. Eis uma barreira que só o fazer artístico pode transpor.

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Comédia romântica lidera bilheterias americanas

9/Dezembro/2008 · Deixe um comentário

Ricky Hiraokasurpresas

Parece que a crise econômica que está abalando o mundoinfluenciou a preferência cinematográfica dos norte-americanos. Eles estão dando atenção especial para as comédias e deixando de lado os dramas e outros gêneros. Pela segunda semana seguida, a comédia romântica Surpresas do Amor, com Reese Whiterspoon e Vince Vaughn, está em primeiro lugar nos cinemas dos Estados Unidos. O filme conta a história de um casal (Whiterspoon e Vaughn) que enfrenta a maior confusão na tentativa de visitar os sogros durante o Natal. Em apenas 12 dias, o filme arrecadou 70 milhões de dólares. Deve estrear em terras brasileiras no dia 23 de janeiro.

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Festival É Tudo Verdade prorroga inscrições

4/Dezembro/2008 · Deixe um comentário

Ricky Hiraoka

As inscrições para o  É Tudo Verdade – 14° Festival Internacional de Documentários foram prorrogadas para o dia 15 de dezembro.  Para aqueles que desejam participar do principal evento destinado a documetários da América Latina, o procedimento é simples: basta fazer a inscrição no site do festival (www.etudoverdade.com.br ) e encaminhar duas fitas ou dois DVDs para o escritório do É Tudo Verdade.

A próxima edição do Festival acontece em São Paulo e no Rio de Janeiro entre 25 de março e 5 de abril de 2009.

Serviço

De 25 de março a 05 de abril de 2009 em São Paulo e Rio de Janeiro.

Inscrições Brasileiras prorrogadas: até 15 de dezembro.

Inscrições Internacionais até 11 de dezembro.

Informações: (11) 30647485

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