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Para Cantar na Frente da TV

10/Setembro/2008 · 8 Comentários

Mariana Franco

Anos atrás liguei a TV no meio da tarde e assisti metade do filme The Wonders. Acabei esquecendo a história, mas a música That Thing You Do continuou na minha vida. Vez ou outra saio cantando essa música, assim como muita gente. Agora, depois de assistir novamente o filme, é que ela não me sai mesmo da cabeça.

The Wonders – O Sonho Não Acabou  foi o primeiro filme dirigido por Tom Hanks (que também escreveu o roteiro e atuou), e conta a trajetória de quatro jovens do interior da Pensilvânia que saem com sua música da garagem de casa para os primeiros lugares da Billboards. Ambientado em 1964, a história da banda fictícia é uma espécie de resposta da música americana à Invasão Britânica.

Por conta de um acidente com o baterista, que quebra o braço às vésperas de um show de talentos na cidade,  James (Johnathon Schaech), Lenny (Steve Zahn) e T.B. (Ethan Embry) são obrigados a convidar Guy (Tom Everett Scott) para assumir as baquetas no festival. Guy impõe um ritmo mais rápido a That Thing You Do, que deveria ser uma balada, e faz com que a música vire um sucesso.

A empolgação do quarteto com a ascensão de sua música é contagiante, desde os primeiros sucessos nos clubes locais, a chegada da música ao rádio, os festivais de música pelo estado até a viagem à Califórnia e a aparição na TV. Em muito a banda lembra os garotos de Liverpool no início da carreira, em músicas como “She Loves You”.    A meteórica ascensão da banda, acompanhada de perto pelo produtor Mr. White (Tom Hanks), porém não vai longe. Como tantas outras bandas de um sucesso só, acaba dissolvendo-se.

Além dos quatro jovens e de Tom Hanks, esse clássico da Sessão da Tarde conta com as belas Liv Tyler e Charlize Theron. E com a música que o embala, que nos leva ao clima dos festivais dos anos 60, e nos faz querer cantar o tempo inteiro. Um filme que, mesmo depois de passada a infância, ainda nos contagia com aquela mesma animação das tardes na frente de TV.

É assistir e sair cantando: “Every day just doing that thing! I can’t take you doing that thing you dooooooo!” (pam-pam-pam-pam).

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Aventura olímpica

25/Agosto/2008 · Deixe um comentário

Felipe Marques

Ah, Jamaica… Sol, praia, reggae, verão que dura o ano inteiro. Nada como ser feliz na beira do mar da terra de Bob Marley. Mas o que acontece quando um grupo de atletas frustrados resolve fundar a “Equipe jamaicana de TRENÓ” e competir nas Olimpíadas de INVERNO no Canadá?O resultado só pode ser um: “Jamaica Abaixo de Zero”, o CineTRASH “olímpico” desse mês.

Por mais incrível que possa parecer, “Jamaica Abaixo de Zero” é um filme baseado numa história real. Para aqueles que já se esqueceram, ou que nunca viram esse clássico do cinema esportivo, o filme conta como o treinador americano Irwin Flitzer transformou quatro jamaicanos, que sequer haviam visto um floco de neve, na primeira equipe de bobsled do país. Desgraçado após trapacear numa corrida de trenós, Flitzer vê no desejo dos jovens em representar a Jamaica na busca por medalhas, uma chance de retornar ao mundo frio das competições na neve. A partir daí, o que se desenvolve é um conto de humor e superação no melhor estilo Disney, com direito à clássica moral “o-que-importa-é-acreditar-em-si-mesmo”, marca registrada dos filmes da casa do Mickey.

Dirigido por Jon Turteltaub (da série “A Lenda do Tesouro Perdido”), “Jamaica Abaixo de Zero” é medalha de ouro como filme obrigatório da “Sessão da Tarde”. É impossível não se contagiar com o espírito olímpico dos Jamaicanos, nem deixar de se divertir nas cenas “peixinho fora d’água” protagonizadas pela equipe no Canadá. Em época de Olimpíada, esse é o longa-metragem ideal para se assistir entre uma competição e outra.

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A estrada é delas (es)!!!

21/Julho/2008 · 1 Comentário

Bruno Benevides

Priscilla, a rainha do deserto é um daqueles filmes que todo mundo já ouviu falar, sabe do que se trata e diz que é ruim, mas pouca gente viu. Para resolver este problema aluguei o DVD e o assisti domingo à tarde, enquanto na tevê passava a rodada de clássicos do campeonato brasileiro e meus amigos bebiam cerveja na Vila Madalena.

Pode-se dizer que Priscilla é uma mistura de road movie, comédia e musical. Estão lá todos os elementos que fazem um filme de estrada: amigos, as paisagens desconhecidas, o meio de transporte clássico e uma música que não sai da cabeça. Só que aqui os amigos são três transexuais de Sydney, a paisagem é o deserto australiano, o meio de transporte é um ônibus rosa chamado Priscilla e a música tema é “I will survive”! A história mostra como os(as) três amigos rodam pelo interior da Austrália rumo a uma pequena cidade na qual devem apresentar seu show enquanto, evidentemente, procuram resolver suas dúvidas existenciais.

Diferente do que se espera, Priscilla é um filme bastante bem feito. Destaque para a fotografia, que alterna a solidão e tédio do deserto com o exagero colorido e brega dos travestis. E o elenco merece respeito. Dali surgiram dois atores que tempos depois ganhariam destaque em Hollywood, Guy Pearce (protagonista de Amnésia, entre outros) e Hugo Weaving (o inesquecível agente Smith de Matrix). Mas quem rouba a cena é o experiente Terence Stamp como Bernadette, um travesti durão (sem trocadilhos) com visual de vovó.

É claro que estão presentes todos os elementos que fizeram do filme um clássico gay, da trilha sonora ao visual hiper exagerado, passando pelos números musicais em que os três se apresentam devidamente caracterizados. Mas o filme não se resume a isso, tendo alguns bons momentos, principalmente quando estão na tela alguns coadjuvantes que surgem no meio da viagem.

Ao final Priscilla não é o melhor filme do século, mas tem mais graça do que alguns que estão por aí. É original na forma, apesar do conteúdo ser cheio de clichês nos assuntos tratados, tais como a relação homem-natureza e a busca por amor e aceitação. De qualquer forma deve ter sido melhor ver o filme do que assistir meu time perdendo na televisão. E ainda deu tempo de ir ao bar!

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O maior clássico do cinema romântico

10/Julho/2008 · 3 Comentários

Não é o que você está pensando, estou falando de A Lagoa Azul

Victor Caputo

Férias de julho, uma das principais fontes de diversão, pelo menos no passado, quando ter TV a cabo não era tão normal, era a “Sessão da Tarde”. Quem nunca ficou sentado na frente da televisão esperando o filme começar, já imaginando aquele desenho que tanto queria rever, mas na hora que começa… “A Lagoa Azul? Mas esse filme não passou mês passado?”

O filme de 1980 é a terceira adaptação do romance “The Blue Lagoon”, do escritor Irlandês Henry De Vere Stacpoole, escrito em 1908. As versões anteriores são de 1923 e 1949, porém nenhuma das duas fez tanto sucesso quanto a mais recente.

O enredo é bem conhecido: Richard (Christopher Atkins), seu pai e a prima Emily (Brooke Shields) estão indo, de barco, para São Francisco. Até que problemas técnicos surgem e o barco corre o risco de explodir. Desesperados, Richard e Emily se separam de seu pai/tio e acabam em um barco acompanhados do marinheiro Paddy Button. Os barcos se separam e os três chegam a uma ilha deserta. O marinheiro ensina os dois jovens como pescar e sobreviver, até que em uma noite, bêbado, Paddy se afoga. O resto do filme mostra como Emily e Richard sobrevivem na ilha, mostra também o amor surgindo entre os dois enquanto fazem descobertas sobre sexualidade e sobre a ilha, ela talvez não seja tão deserta assim.

Quando fizeram o filme,  Christopher Atkins tinha 19 anos e Brooke Shields era uma adolescente de 15 anos. Hoje, mais grandinhos, tenho a impressão que o ápice da carreira dos dois foi realmente “A Lagoa Azul”. Após algumas participações em seriados americanos, hoje Brooke Shields é uma das principais personagens do seriado “Lipstick Jungle”. Já Christopher Atkins fez e continua fazendo filmes de pequena ou quase nenhuma notoriedade. A versão de 1980 foi dirigida por Randal Kleiser, que dirigiu outro clássico filme de “Cinema em casa”: Querida, estiquei o bebê.

Para muitos, quando pensamos em algum filme clássico de romance, a primeira imagem a aparecer, infelizmente, não é nem “E o vento levou” ou “Casablanca” e sim o nosso clássico “A Lagoa Azul”. Nesse dia dos namorados, passe em alguma locadora e, com ou sem acompanhante, assista e relembre suas tardes, entediadas, de férias.

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