Cinéfilos – Apaixonados por Cinema

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Então, isso é a Paulista

11/Dezembro/2008 · Deixe um comentário

Bruna Buzzo

Se cada cidade tem seus encantos, a Av. Paulista é um dos encantos de São Paulo. Nada mais paulistano que a correria de ternos e saltos altos pela manhã, no horário de almoço ou a calma com que tais ternos e saltos voltam para suas casas, cansados no final das tardes cinza-alaranjadas. Alguns rostos procuram conforto (e consolo) nos cinemas que se espalham por este que já é um eixo típico (e manjado até, eu diria!) do circuito cultural paulistano.

0057-paulistaA Paulista já teve cinemas para todos os gostos, hoje anda mais “cult” (ou pseudo-cult, como diria um amigo meu). Vindo da Consolação, temos logo na esquina com a Paulista o HSBC Belas Artes, um cinema simpático, com uma programação que valoriza o cinema nacional e europeu, voltada principalmente aos avessos ao cinemão norte-americano. Ali é muito comum ver estudantes com roupas peculiares, um jeito esquisito e um rosto que pode ser familiar.

Quem já tiver visto todos os filmes em cartaz por aqui, pode se arriscar no Cine Bombril, pertinho, alguns quarteirões à frente, no Conjunto Nacional, ou no Espaço Unibanco, na R. Augusta. A programação destes três cinemas não difere muito e seu público é praticamente o mesmo, escolhido principalmente pelo bolso. Devido às simpáticas promoções, Belas Artes e Esp. Unibanco atraem muitos estudantes, que freqüentam o primeiro às segundas e quartas, por R$4 (meia), e o segundo às quintas por R$2,5. Os outros cinemas na Paulista são em geral mais caros, com ingressos chegam a R$19 (inteira) no final de semana.

Se o passeio à Paulista em busca de um filme não foi bem sucedido até aqui, não desista! Ainda restam a Reserva Cultural, o Gemini (lembra dele?) e o Shopping Paulista (sim, ele tem um cinema). A Reserva segue a mesma linha dos anteriores, com o agravante de que é o cinema mais caro (e o mais sofisticado) da Paulista, o único que não vende pipoca (sua bomboniere é muito mais refinada do que estas coisinhas barulhentas). No Gemini esta sua chance de ver na telona aquele filme que já saiu em dvd. Sua última chance. Não é a melhor opção, o estado deste que deve ser um dos últimos exemplares do antigos cinemas não é dos melhores nem o ingresso dos mais baratos. O preço é normal (R$12 a R$16), mas para o estado do cinema, abusivo.

Se você não gosta de filmes nerds, cults, odeia cinema europeu e aqueles filmes ditos “de arte”, sua única chance na região esta no Shopping Paulista, que em breve ganhará salas de cinema descentes, da rede Cinemark . Das antigas salas de cinema, atualmente apenas duas estão funcionando (já foram 4). Mesmo quando criança, esta repórter que vos fala nunca gostou de ver desenhos nas telas deste shopping, o som é muito ruim, e fica difícil entender o que os personagens falam. Aguardemos para ver o futuro complexo multiplex.

Todo ano, durante a Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, o vão livre do MASP também vira sala de cinema; os barulhos da avenida e as buzinas dos carros incomodam um pouco, mas a vista é impecável. Nosso cartão postal vale dois quilômetros de caminhada, mesmo para um paulistano cansado, que sempre se delicia com as luzes de natal da tão querida avenida.

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Cúmplices ouvintes

15/Outubro/2008 · Deixe um comentário

Bruna Buzzo

Imagine o cinema do futuro. O que você espera dele? Um bom som, poltronas confortáveis, a sala vip do shopping Cidade Jardim, em São Paulo, ou um bom filme a um preço acessível e com bons recursos audiovisuais? Não, este não é um texto publicitário que tenta vender uma sala caríssima apenas pelos diamantes na pipoca.

Pensando nas condições das atuais salas de cinema, o Cinéfilos foi buscar bons recursos já existentes e que não são lá tão caros para o bolso dos amantes da telona. O som é, neste sentido, um bom ponto de partida para refletir-se sobre o modo como desejamos ver e ouvir os filmes daqui para frente. Em algumas salas de cinema, o áudio não é bem isolado, o som de uma sala se mistura ao de outra ou simplesmente não entendemos o que dizem os personagens. Se o filme for nacional então, evite, melhor procurar pelas legendas.

Em São Paulo, algumas salas já conseguiram resolver (e evitar) este e vários outros problemas com o som. George Lucas é hoje o grande responsável pela alegria dos ouvidos de quem vai às salas de cinema do Kinoplex Itaim ou do Shopping Jardim Sul: a marca do som THX é da Lucasfilm e a sensação sonora é algo que h alguns anos poderia ser apenas o sonho de um som estéreo. Criado para manter a melhor qualidade na visualização de filmes, o sistema THX (sigla de Tom Hollman Experiment) constituiu uma verdadeira revolução das salas de cinema por testar a qualidade do áudio e promover uma distribuição das sensações sonoras pela sala.

Para os amantes de filmes, no entanto, a grande revolução do THX é a sensação espacial do som que se aproxima conforme a cena na tela também o faz, o som que se desloca, que chega de um determinado lado e acerta você. O áudio parece não mais sair apenas das caixas de som nas laterais da sala. Agora, o filme interage com você, as imagens da tela e seus sons são próximos ao espectador. A sensação de estar dentro do filme, de ser um de seus personagens, que os diretores buscam criar colocando-nos nos olhos de seus protagonistas, agora pode existir também com os sons. A telona, mais do que nunca, nos acolhe e conversa conosco, oferece cumplicidade.

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Salas à beira de estrada

6/Agosto/2008 · 2 Comentários

Para os cinéfilos de plantão, interromper uma viagem para “pegar um cineminha” não é nenhum sacrifício. Foi pensando nisso que o Cinéfilos trouxe dicas de três cinemas que ficam à beira de estradas próximas à cidade de São Paulo: as rodovias Dutra, Raposo Tavares e Régis Bittencourt.

- Hotys General Cinema, do Internacional Shopping Guarulhos

Rodovia Presidente Dutra, Km 230

Localização. O shopping é grande, e, por isso, não foi muito fácil de se encontrar o cinema. A numeração das salas é ilógica, o que aumenta a chance de o viajante se perder.

Ingresso. O preço varia entre R$ 10 e R$ 14.

Programação. Filmes comerciais – brasileiros e estrangeiros – se distribuem bem nas 15 salas..

Poltronas. Os assentos são confortáveis e possuem encosto para a cabeça (parece um travesseiro). O espaçamento entre eles é adequado.

Pipoca. Os valores da guloseima variam entre R$ 4,50 e R$ 7. O “snack bar” oferece pipoca doce.

Por que conhecer: É o maior complexo de cinema da Grande São Paulo e o segundo maior do Brasil.

- Cinemas Araújo, do Shopping Taboão

Rodovia Régis Bittencurt, km 271,5

Localização. A arquitetura do shopping (linear, térrea) contribui para que o cinema seja encontrado com facilidade. Há um grande hall entre as salas – diferente da maioria dos cinemas em shoppings – em que as salas são dispostas em corredores, o que facilita bem a localização.

Ingresso. O valor dos ingressos varia de R$ 3 a R$ 16.

Programação. Os filmes infantis imperam. Mas “blockbusters” também fazem parte da programação.

Poltronas. São bastante espaçadas e a inclinação chega a ser um pouco exagerada. Os braços de todos os assentos são móveis.

Pipoca. O preço da pipoca vaide R$ 2,50 a R$ 6. Há pipoca de chocolate na bomboniere.

Por que conhecer: Às quartas, qualquer pessoa paga R$ 3,00 por ingresso.

- Cinemas Araújo, do Raposo Shopping

Rodovia Raposo Tavares, Km 14,5

Localização. Por o shopping não ser muito grande e ter um andar no subsolo exclusivo para cinema, chegar a ele é relativamente simples. Apesar disso, as salas ficam em corredores bem estreitos.

Ingesso. O preço vai de R$ 8 a R$ 13.

Programação. Basicamente se restringe a filmes comerciais, com boa variação entre os gêneros.

Poltronas. Entre os cinemas testados pelo Cinéfilos, o do Raposo apresentava as piores poltronas. Eram duras, imóveis, e o espaço entre as fileiras era pequeno.

Pipoca. O preço da pipoca varia de R$ 2,50 a R$ 6.

Por que ir:Para relembrar dos tempos em que os cinemas tinham assentos duros e não eram gigantescos.

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No Escurinho do Cinema

5/Julho/2008 · 2 Comentários

Saulo Yassuda

O cinema é o templo dos casais de cinéfilos. Apesar disso, nem todas as salas são acolhedoras para os apaixonados. O Cinéfilos reuniu algumas dicas para os casais aproveitarem cada vez mais as idas às salas escuras.

Antes e depois

O Reserva Cultural não é tão badalado como seus colegas da Paulista e da Augusta. Por isso é boa opção para os casais que querem fugir das longas filas. Depois do filme, pode-se comer e tomar um bom vinho no restaurante do cinema, que tem janela de vidro com vista para os pedestres da Paulista. Se a fome não for tanta, a opção é tomar um café na Boulangerie do Reserva. Prove o croissant de amêndoas (R$ 9,00) – ele é grande e dá pra ser dividido em dois.

Poltronas amigas

Para quem curte filmes arrasa-quarteirão e aconchego, os cinemas da rede Cinemark são uma boa opção. Todas as salas apresentam “love seats” – aquelas poltronas com braços móveis. Experimente as do shopping Eldorado, que tem uma das poltronas mais confortáveis da rede. Mas cuidado com as filas. O casal corre o risco de sentar separado nos filmes mais concorridos.

Cantinho bom

Em algumas salas do shopping Pátio Higienópolis, Frei Caneca e no Bristol, as fileiras laterais tem apenas dois ou três assentos, perfeitas para os mais “discretos”. Pode-se namorar à vontade, principalmente os que sentam na primeira fileira. Ela é “escondida” por uma parede e não ficam tão “na cara” da tela como as primeiras poltronas das fileiras centrais. A única desvantagem é que você terá de entortar o pescoço para assistir ao filme. Mas isso é detalhe para os namoradores.

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