Ricky Hiraoka
O cinema hollywoodiano possui um filão praticamente exclusivo: os filmes-catástrofe. Só produções norte americanas possuem tecnologia e profissionais suficientes para realizar, com inegável competência técnica, uma película que exige uma série de efeitos especiais O mais recente exemplar desse gênero cinematográfico é O Dia em que a Terra Parou (The Day The Earth Stood Still), baseado no filme homônimo de 1951.

O enredo não poderia ser mais batido: a Terra corre o risco de ser exterminada por seres extraterrestres e cabe a bela cientista Hellen Benson (Jennifer Connely, vencedora do Oscar de Atriz Coadjuvante por Uma Mente Brilhante) salvar a humanidade. As novidades do filme se resumem a um único aspecto: os alienígenas assumem formas humanas, no caso, o corpo de Keanu Reeves, que interpreta Klaatu. Não bastasse um roteiro cheio de clichês, o filme erra feio ao tentar vender uma mensagem edificante que justifica a invasão da Terra: a humanidade está destruindo o planeta e não merece viver nele. Alienígena ecochato? Isso, até onde sei, também é inédito em filmes-catástrofes.
O único aspecto que poderia salvar O Dia em que a Terra Parou também falha: os efeitos especiais. Eles não são toscos, mas deixam muito a desejar. Fãs desse gênero certamente se decepcionarão.

Apesar de não proporcionar grandes interpretações, o filme brinda os espectadores com a presença da excelente Kathy Bates que faz a Secretaria de Defesa dos Estados Unidos. A performance de Bates é o contraponto ao robótico Reeves e a apática Connelly, que só enfeitam a telona com a beleza.
O Dia em que a Terra Parou, de fato, é um filme-catástrofe, mas não no sentido que os produtores desejavam.
2 respostas Até agora ↓
Paulo Cholla // 9/Janeiro/2009 às 1:14 pm
eu vi ontem no Kinoplex, com ingressos de uma promoção-relâmpago que rolou no twitter. achei o filme fraco, acho que nota 7. eu sou bem envolvido na questão de sustentabilidade, mas acho que ela deveria ser tratada com um pouco mais de atenção e seriedade do que no aspecto apocalíptico. deveria ser uma filosofia de vida nossa.
por um lado, a popularização do tema o torna conhecido pelas massas. por outro, gera uma banalidade que pode fazer com que ninguém se importe com isso.
mas voltando ao filme, o roteiro é bem fraco, e tudo acontece muito rápido! algumas coisas poderiam ter uma dinâmica bem mais calma, o filme poderia ter mais meia hora de duração, pois a sensação de todos ao término do filme foi “ué, acabou? só isso?”. e de fato é isso que deu para sentir mesmo.
ah, o excesso de expisição de algumas marcas chega a ser irritante. na hora em que aparece o McDonalds ainda foi legal, tudo bem, mas a câmera descaradamente posicionada para pegar a marca do celular, do relógio, etc, foi feio e só gerou risos na sala.
mas deu para se divertir! =]
Vespito // 14/Janeiro/2009 às 8:35 pm
Déjame romper una lanza a favor de esta película, que sólo ha recibido malas críticas. Encontré a Keanu Reeves creíble en su papel y las pelotas gigantes que aterrizan sobre la tierra las encontré llenas de misterio. También el robot negro me pareció efectivo y su transformación en millones de bichos tiene fuerza. Me pareció un cuento como Contact, con Jodie Foster.