Cinéfilos – Apaixonados por Cinema

O maior clássico do cinema romântico

10/Julho/2008 · 3 Comentários

Não é o que você está pensando, estou falando de A Lagoa Azul

Victor Caputo

Férias de julho, uma das principais fontes de diversão, pelo menos no passado, quando ter TV a cabo não era tão normal, era a “Sessão da Tarde”. Quem nunca ficou sentado na frente da televisão esperando o filme começar, já imaginando aquele desenho que tanto queria rever, mas na hora que começa… “A Lagoa Azul? Mas esse filme não passou mês passado?”

O filme de 1980 é a terceira adaptação do romance “The Blue Lagoon”, do escritor Irlandês Henry De Vere Stacpoole, escrito em 1908. As versões anteriores são de 1923 e 1949, porém nenhuma das duas fez tanto sucesso quanto a mais recente.

O enredo é bem conhecido: Richard (Christopher Atkins), seu pai e a prima Emily (Brooke Shields) estão indo, de barco, para São Francisco. Até que problemas técnicos surgem e o barco corre o risco de explodir. Desesperados, Richard e Emily se separam de seu pai/tio e acabam em um barco acompanhados do marinheiro Paddy Button. Os barcos se separam e os três chegam a uma ilha deserta. O marinheiro ensina os dois jovens como pescar e sobreviver, até que em uma noite, bêbado, Paddy se afoga. O resto do filme mostra como Emily e Richard sobrevivem na ilha, mostra também o amor surgindo entre os dois enquanto fazem descobertas sobre sexualidade e sobre a ilha, ela talvez não seja tão deserta assim.

Quando fizeram o filme,  Christopher Atkins tinha 19 anos e Brooke Shields era uma adolescente de 15 anos. Hoje, mais grandinhos, tenho a impressão que o ápice da carreira dos dois foi realmente “A Lagoa Azul”. Após algumas participações em seriados americanos, hoje Brooke Shields é uma das principais personagens do seriado “Lipstick Jungle”. Já Christopher Atkins fez e continua fazendo filmes de pequena ou quase nenhuma notoriedade. A versão de 1980 foi dirigida por Randal Kleiser, que dirigiu outro clássico filme de “Cinema em casa”: Querida, estiquei o bebê.

Para muitos, quando pensamos em algum filme clássico de romance, a primeira imagem a aparecer, infelizmente, não é nem “E o vento levou” ou “Casablanca” e sim o nosso clássico “A Lagoa Azul”. Nesse dia dos namorados, passe em alguma locadora e, com ou sem acompanhante, assista e relembre suas tardes, entediadas, de férias.

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3 respostas Até agora ↓

  • André Eler // 10/Julho/2008 às 11:07 pm

    Gostei muito da lembrança. Mas não gostei do desdém com que o filme foi tratado. É, eu sou uma voz da cultura de massa neste blog!

    Muito bom o texto, Victor!

  • Marcos // 11/Julho/2008 às 11:57 am

    Apesar de me considerar um cinéfilo, nunca vi esse “clássico”. Adorei o texto bem humorado e divertido!

  • Bruna // 17/Julho/2008 às 9:37 am

    Hoje em dia eu acho que este filme pega melhor sem namorado. Se entiver na fossa, talvez seja até melhor.

    Quando era criança, nos meus idos tempos de tédio em casa, esse filme tinha vários elementos divertidos. Mil vezes melhor que aqueles terriveis filmes de cachorro, os quais eu sempre odiei (será que alguem gosta daquilo?)

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